Como Evitar o Excesso de Umidade em Ambientes Hospitalares

Como Evitar o Excesso de Umidade em Ambientes Hospitalares
Como Evitar o Excesso de Umidade em Ambientes Hospitalares

Garantir o conforto e a saúde de todos pacientes é fundamental para que um hospital seja reconhecido como referência nas inúmeras áreas dedicadas à saúde humana.

Atualmente, o uso da tecnologia e o avanço da medicina são extremamente importantes para os sistemas de saúde do mundo todo. A utilização de máquinas cada vez mais evoluídas para o diagnóstico de doenças e até mesmo o atendimento completo de um paciente facilitam o dia a dia da profissão.

Porém, o cuidado humano ainda é essencial para evitar erros que podem custar uma vida. É preciso cumprir todas as normas de higiene e preservação do ambiente hospitalar que, ao mesmo tempo em que é um local seguro, também pode prejudicar a saúde dos pacientes.

Riscos no ambiente hospitalar:

Riscos da alta umidade em ambiente hospitalar infografico

 

Por se tratar de um lugar com diversos microrganismos presentes no ar e que podem, posteriormente, causar danos graves à saúde, é necessário o máximo de atenção. Segundo a SBI - Sociedade Brasileira de Infectologia, entre 5% e 15% dos pacientes internados em hospitais chegam a contrair infecções. 

O problema é ainda maior nas pessoas que são consideradas “grupo de risco”, como idosos, diabéticos, transplantados, pessoas com câncer, recém-operados, bebês e recém-nascidos. 

Os problemas causados pela umidade em hospitais

Assim como em uma residência, os hospitais também podem sofrer com os problemas de alta umidade. Porém, por ser um local destinado a tratar pessoas doentes e debilitadas, a fiscalização é muito maior.

A umidade relativa do ar, quando está em níveis altos, pode causar danos sérios à saúde de pacientes e até mesmo de funcionários do hospital. Como circulam diariamente pelo ambiente, enfermeiros e médicos também estão sujeitos a contrair infecções que podem se tornar graves. 

O excesso de umidade contribui para a proliferação de fungos como mofo e bolor, que se espalham pelas paredes, pelo teto e podem atingir também roupas de cama e objetos de uso hospitalar.

Os ácaros também preferem locais úmidos. Presentes na poeira, podem desencadear crises respiratórias de alergias e doenças como bronquite e asma, esta última sendo a mais perigosa, podendo levar a óbito. 

Além do dano ao paciente, equipamentos hospitalares também requerem atenção. 

Por conta disso, a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), criou a NBR nº: 7256/2005 que exige requisitos para tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de saúde (EAS). Nela, há níveis específicos de temperatura e umidade para todas as alas médicas. 

 

Veja as alas que constam na norma:

 

Atendimento imediato

A norma especifica que, em salas de procedimentos invasivos e emergências (politraumatismo, parada cardíaca), o controle de temperatura e umidade é essencial. A umidade relativa do ar indicada é entre 40%-60%.

 

Internação geral

Os locais são: quartos com pessoas internadas que passaram por cirurgias de transplantes, e quartos de pacientes com infecções transmitidas pelo ar. É importante prezar pela segurança dos pacientes que estão com a imunidade baixa, por isso a umidade relativa recomendada é entre 40%-60%.

Os equipamentos contidos no quarto, como camas, mesas e suportes metálicos podem sofrer corrosão com o tempo e com a umidade excessiva no ar. 

 

Internação intensiva (UTI)

Os equipamentos não podem sofrer danos, pois muitos pacientes dependem deles para viver. A umidade relativa entre 40%-60% é recomendada para locais como: quarto ou área coletiva, quarto para isolamento de TMO e outros transplantados e quarto para isolamento de paciente com infecção transmitida pelo ar.

 

Patologia clínica - Laboratórios e Centros de pesquisa

Os equipamentos utilizados nos centros de pesquisa e laboratórios podem sofrer com os danos causados pela umidade alta. As partículas de água podem causar a oxidação dos instrumentos, assim como os fungos podem destruir documentos, amostras importantes e danificar os equipamentos presentes nas salas. 

Os locais são: laboratório - nível  de segurança NB2, laboratório - nível  de segurança NB3, laboratório de biologia molecular, banco de tecidos (músculos, ossos etc) banco de tecidos (cabines de segurança biológica). A umidade relativa do ar indicada é de 40%-60%.

 

Imagenologia - Exames de imagem e Ressonância magnética

Se a umidade não estiver entre 40% e 60%, os equipamentos podem se deteriorar com o tempo, podendo provocar o diagnóstico incorreto do paciente e, assim, prejuízo ao hospital. 

Além disso, as máquinas são fabricadas com peças metálicas. Todos os componentes internos e externos dos equipamentos estão sujeitos a sofrer corrosão por conta da umidade em excesso.

Os locais especificados são: salas de comando e componentes técnicos, hemodinâmica - sala de exame, sala de exame de endoscopia, sala de exame de broncoscopia, sala de exame (outras), sala de preparo de equipamentos e materiais de endoscopia.

 

Medicina nuclear

Além de utilizar pequenas quantidades de radiação, a medicina nuclear também conta com diversos equipamentos caros. Os locais que a norma cita são: laboratório de manipulação e estoque de fontes em uso, laboratório de radioimunoensaio e sala de exame (gama-câmara e cintilógrafo). A umidade relativa indicada é entre 40%-60%.

 

Centro Cirúrgico

Considerado um dos locais mais seguros do hospital, só tem essa fama pelo excesso de cuidados.

É essencial que o fluxo de ar, a temperatura e a umidade do local sejam monitoradas para evitar a proliferação de bactérias, fungos e outros microrganismos. A temperatura precisa ser controlada entre 18ºC e 22ºC, mantendo também a umidade entre 40% e 55%, nas salas de cirurgia no geral e também outras cirurgias especializadas como ortopedia, neurologia, cardiologia e transplante. 

Já para sala de indução anestésica e área de recuperação pós-anestésica, segundo a norma a umidade relativa deve ser entre 40%-60%.

Também é importante estar atento ao uso de aparelhos de ar condicionado. Se o filtro não for higienizado corretamente e com frequência, bactérias como a Legionella, responsável pela pneumonia, podem circular facilmente pelo ar e causar danos aos pacientes. 

Todas essas adequações também estão inclusas na ABNT NBR ISO 14.644:2009, que determina a limpeza dos ambientes e os controles necessários para a qualidade do ar por meio de equipamentos de climatização, que é exigido em todos os estabelecimentos. Assim, é possível eliminar qualquer microrganismo que possa vir a contaminar um paciente ou funcionário no ambiente hospitalar.

Segundo um relatório realizado pela OMS, o maior risco de contaminação por micróbios resistentes a antibióticos está no ambiente hospitalar. Ainda, é estimado que, no Brasil, cerca de 10% dos pacientes internados adquirem infecções. 

 

 

 

Centro Obstétrico

A ala de obstetrícia de um hospital também realiza o controle rígido de umidade. Por se tratar de uma área de indução anestésica e recuperação pós-anestésica das gestantes, é muito importante que as pacientes estejam em um local livre de agentes biológicos e químicos que possam prejudicar a saúde. A umidade recomendada é de 40%-60%.

Já para a sala destinada a parto cirúrgico, a umidade relativa recomendada pela norma é de 45%-55%.

 

Hemoterapia e hematologia

Área responsável por realizar todos os processos envolvendo sangue e órgãos hematopoiéticos. Imprescindível o controle de umidade para não afetar o resultado final. A umidade relativa indicada é de 40%-60%.

 

 

Radioterapia

As imagens geradas pela área de radiologia devem ser feitas em chapas de plástico, chamadas de acetato. Para que não ocorram danos ao contraste e aos filmes, tanto os armazenados quanto os que estão em uso, é necessário manter um padrão de qualidade no ambiente. 

 

Segundo a norma, a temperatura deve ser entre 21ºC - 24ºC. Para os filmes virgens, entre 10°C e 20°C. Já a umidade recomendada é entre 40% e 60%. Se estiver muito alta, reduz o contraste da radiografia. Se for baixa, provoca danos às chapas. 

A luz também é um fator importante para a radiologia. Após os filmes serem expostos à radiação, é necessário que sejam armazenados em locais escuros para a imagem não se perder. 

Os ambientes que a norma cita são: sala de simulação, salas de terapia (braquiterapia invasiva), salas de terapia (braquiterapia não invasiva), salas de terapia (bomba de cobalto acelerador linear e ortovoltagem).

 

Nutrição enteral

Responsável por preparar os alimentos para pessoas que necessitam de tubos ou sondas para se alimentarem, a área de nutrição enteral preza pela manipulação correta e o envase apropriado. Para isso, a norma indica que a temperatura deve estar em torno de 21ºC - 24ºC e a umidade relativa do ar entre 40%-60%. Assim, nenhum microrganismo se desenvolve no local, impedindo a contaminação e o descarte da comida. 

 

Lactário

Também destinada ao preparo de suprimento alimentar, a ala do lactário produz alimentos lácteos e fórmulas infantis. Assim como qualquer área que envolva alimentos, é necessário manter um controle rigoroso de higiene, temperatura e umidade, a fim de controlar agentes microbiológicos. A umidade do ar indicada é de 40%-60%.

 

Farmácia hospitalar

Com a função de separar e distribuir os medicamentos a todos os pacientes do hospital, a farmácia guarda uma grande responsabilidade para si. A ala farmacêutica também dispõe de equipamentos utilizados em cirurgias. Na norma 7256, os ambientes citados são: sala de preparo de quimioterápicos (cabine de segurança biológica), e sala de manipulação parenteral (equipamento de fluxo unidirecional). A umidade relativa do ar indicada é entre 40%-60%.

A Anvisa também determina que a umidade na armazenagem de medicamentos não deve ultrapassar 60%. Além disso, a RDC n° 304, exige que equipamentos de controle de umidade sejam utilizados para evitar danos aos produtos no transporte, distribuição e armazenagem dos medicamentos.

 

Estoque de arquivos e documentos

Além de todas as alas hospitalares que dizem respeito à saúde, em que a norma da ABNT é obrigatória, outros setores também são observados pela administração do hospital. 

Tanto na recepção do hospital quanto na sala de arquivos, diversos documentos de papel e dados de pacientes são guardados para facilitar o trabalho das consultas e internações. Porém, tudo pode se perder em um local sem controle de umidade.

O surgimento de mofo e bolor em salas de arquivo pode prejudicar documentos físicos, causando a deterioração de papéis que serão perdidos e causarão prejuízo ao hospital. 

 

Veja abaixo como o Hospital Christóvão da Gama resolveu o problema de umidade na sala de arquivos.


Salas de oftalmologia 

Assim como na radiografia, as salas de oftalmologia contam com equipamentos essenciais para o dia a dia de consultas e exames como também em casos de cirurgia, onde os métodos de segurança com os instrumentos são os mesmos para operações gerais.

Por serem compostos quase que completamente de partes metálicas, que se deterioram facilmente quando a umidade está acima de 60%, é preciso manter os equipamentos em uma sala climatizada, com controle de umidade e temperatura para evitar a corrosão, oxidação e ferrugem do aparelho. Os fabricantes da lâmpada de fenda recomendam a umidade relativa do ambiente entre 30%-70%. 

 

Principais Clientes

Principais Clientes: Santa Casa, Sírio-Libanês, Santa Genoveva, etc.

Como solucionar problemas de umidade em hospitais?

Realizar a fiscalização correta e frequente das alas hospitalares é fundamental para evitar a formação de microrganismos que podem prejudicar a saúde de pacientes e funcionários. Além disso, os materiais utilizados no dia a dia também devem ser observados para impedir a contaminação microbiológica.

Portanto, é essencial realizar todas as medidas impostas pelos órgãos de saúde e fiscalização. O uso de um desumidificador de ar Desidrat é ideal para remover as partículas em suspensão no ar, trabalhando também para impedir que os microrganismos afetem a saúde dos pacientes e os equipamentos do hospital de alto custo. 

O Desidrat mantém a umidade do ar nos níveis recomendados pela norma da ABNT a ser seguida nos estabelecimentos de saúde para garantir a qualidade do ar.

 

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