Desumidificador de Ar para Museus

Desumidificador de Ar para Museus
Desumidificador de Ar para Museus

Todo o processo de um museu consiste em preservar a memória da ação do homem em seu meio, o que gera um patrimônio material com diversos significados e histórias da humanidade. Sem contar a importância do patrimônio imaterial, com toda sua diversidade cultural e tradições, que é preservado em acervos audiovisuais, manuscritos, fotografias, fantasias, dentre outros.

O Brasil é um dos países que formulou e mantém uma política pública de museus através da Política Nacional de Museus (PNM), gerida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), o que confirma a importância dada pelo governo brasileiro para as mais de 3,2 mil instituições museológicas cadastradas pelo IBRAM, até o momento, em todo o país.

De acordo com a Federação de Amigos de Museus do Brasil (Feambra), destas instituições museológicas, 60% se classificam como museus históricos, 16% como museus de arte, 10,5% como museus de ciência e tecnologia, 5% como museus do tipo “casa histórica”, 3,7% como museus comunitários e ecomuseus, e 4,8% como outros. Mas independente da classificação, estes museus apresentam peças únicas que contam a história de um povo, e devem ser preservadas para gerações futuras.

A climatização de museus, feita através do controle da umidade e temperatura, é fundamental para a conservação dos acervos compostos de madeira, papéis, metais, tecidos, couro, cerâmicas, faianças, e outros. Ou seja, uma gama variada de objetos, higroscópicos ou não, que necessitam de um controle climático para perdurarem por mais tempo.

A falta de manutenção e de equipamentos necessários, tanto para a conservação do prédio, quanto para o acervo, pode aumentar os riscos de acidentes e perdas, como o que ocorreu com o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, em setembro de 2018. O museu se incendiou por completo, com a perda de um acervo de importância imensurável e irrecuperável.

Museu de arte com climatização adequada e protegido contra alta umidade

Os ambientes museológicos possuem características e funções diferenciadas, exigindo cuidados com a limpeza, o controle da umidade relativa e da temperatura, filtragem do ar, e inspeções periódicas, pois cada local possui suas necessidades próprias.

A conservação preventiva por intermédio do controle climático dos ambientes, pode ser mais compensatória do que gastos com a restauração dos objetos, devido aos danos causados quer seja pela alta, baixa ou grande variação da umidade e da temperatura.

A importância do controle climático em museus

Todo o tipo de acervo precisa de controle climático para se proteger das variações de temperatura e umidade do ar, além de permanecer em boas condições para a utilização dos funcionários e frequentadores.

Na reserva técnica, a climatização de arquivos, armários deslizantes, mapotecas e do ambiente geral, é fundamental, pois os objetos que não estão em exposição necessitam da mesma atenção.

O Brasil é um país de clima tropical e úmido, com condições climáticas adversas. Mas além do clima externo, o trânsito de visitantes nos ambientes museológicos leva a flutuações de temperatura e umidade que podem ser significativas, uma vez que a ocupação de pessoas aumenta a umidade do ar por meio da respiração e da transpiração.

Em média, cada pessoa causa um acréscimo de cerca de 30 gramas de umidade por hora. Uma sala com muitas pessoas simultaneamente e sem o controle de umidade apropriado, pode causar consequências sérias às obras.

Museu de arte com grande fluxo de pessoas

Os objetos expostos à umidade alta podem facilmente ser danificados e se deteriorar rapidamente, chegando até ao risco de se perder por completo alguma obra.

Os itens higroscópicos, que ali estão, absorvem vapor d’água, o que pode gerar deformações, acelerar reações químicas e propiciar atividades biológicas sendo, todos esses itens, altamente prejudiciais a qualquer tipo de acervo. Os não higroscópicos também sofrem com ambientes muito úmidos, como é o caso dos metais, que têm o processo de corrosão acelerado.

O campo museal brasileiro realiza o controle climático, bem como a conservação preventiva dos acervos, com equipamentos de controle e monitoramento, como desumidificadores, equipamentos de refrigeração e data loggers.

Desta forma, é possível minimizar e até mesmo controlar ações nocivas da alta umidade em ambientes museológicos, tais como:

  • Fungos (causadores de mofo e bolor);

  • Térmitas (traças, cupins e brocas);

  • Escorrimento e encharcamento em pinturas;

  • Papéis manchados e deformados;

  • Esculturas em madeira apodrecidas;

  • Entre outros.

Além disso, o controle do microclima do museu também está diretamente relacionado com a saúde dos funcionários e visitantes. Ambientes com umidade relativa do ar alta (acima de 65%) são mais propícios à proliferação de ácaros, fungos e bactérias.

Esses microrganismos podem provocar conjuntivite, dor de cabeça, pneumonia, alergias, crises de doenças respiratórias, dentre outros problemas de saúde.

O espaço expositivo, a reserva técnica e os laboratórios, são ambientes que exigem cuidados diferenciados, e que podem utilizar equipamentos de desumidificação e refrigeração do ar para atingir os níveis necessários para a não deterioração do acervo, e não prejudicar a saúde humana.

Qual é a umidade ideal para acervos museológicos?

Existem parâmetros considerados ideais de umidade e temperatura para os diversos materiais existentes em um museu, além de normas gerais de níveis ideais de umidade que devem ser observadas para a não degradação dos objetos.

Esses níveis devem seguir normas como a ABNT e tabelas sugeridas por determinadas fontes da área, como o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) e Associação Brasileira de Conservadores e Restauradores (Abracor), além de parâmetros internacionais.

Um exemplo é a norma americana da ASHRAE (American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers), que especifica que museus, galerias de arte, bibliotecas, salas de arquivos e salas para armazenamento de coleções quimicamente estáveis em particular, devem estar em 50% UR (ou a média anual histórica para as coleções permanentes) e a temperatura deve ter um valor entre 15 e 25 °C.

Segundo Museums Galleries Scotland, corpo nacional de desenvolvimento de museus na Escócia, a umidade relativa do ar não deve estar abaixo de 40%, já que itens sensíveis podem se tornar quebradiços, e nem acima de 70%, pois pode acarretar no desenvolvimento de fungos.

Confira alguns dos níveis de umidade recomendados para cada tipo de obra museológica de acordo com instituição escocesa:

Pintura em tela, Armas, Pergaminhos, Fotos e Filmes

Monitorar a umidade relativa constantemente e evitar flutuações é de extrema importância. O ideal é que, a cada mês, as flutuações não excedam ±5% do ponto definido, conforme os estudos "Museum Collections Environment”, realizados pelo National Park Service dos Estados Unidos.

No entanto, devem ser seguidos os níveis recomendados com extrema cautela, para evitar danos às obras de arte devido a mudanças bruscas de temperatura e umidade. Deve ser feito sempre com uma análise prévia das condições microclimáticas em que se encontra o objeto, em seu local de origem, no transporte e guarda, incluindo exposições temporárias e itinerantes.

É preciso salientar que os níveis sugeridos acima devem ser adaptados a cada local, visto que muitos já estão ambientados em outras condições e devem ser analisados e levados em consideração antes de modificar completamente os níveis de umidade e temperatura.

Estátuas antigas preservadas em museu protegido da alta umidade

A solução para o controle de umidade em museus

O desumidificador de ar é uma ferramenta necessária à conservação de obras de arte em museus e a manutenção de condições saudáveis aos funcionários e frequentadores.

Com a utilização dos desumidificadores e a temperatura controlada, o acervo ficará em condições microclimáticas estáveis e, consequentemente, perdurará por maior tempo.

Os desumidificadores de ar da linha Desidrat, pioneira em desumidificação no Brasil, são a solução para o controle de umidade em todos os ambientes museológicos, já que são equipados com umidostato, para monitoramento da umidade relativa desejada em tempo real.

Além de regular o nível de umidade, o Desidrat evita a presença de fungos responsáveis pelo mofo e bolor, reduz a proliferação de ácaros, e auxilia na conservação de acervos dos mais variados tipos e características físico-químicas. Possui filtros, retendo as partículas em suspensão, oferecendo assim, maior qualidade do ar para o local.

“Ao realizar o retorno de um mapa do século XVIII de uma exposição temporária em Brasília (clima seco), utilizei desumidificadores e equipamentos de refrigeração para acondicionar o referido objeto histórico (de grande fragilidade) às condições do Rio de Janeiro, principalmente pelos altos índices de umidade relativa do ar. Isso porque, mesmo com todos os cuidados que foram tomados, a obra apresentava sinais de um leve ressecamento. O microclima foi ajustado paulatinamente para que ele não sofresse deformidades devido a uma mudança brusca nos índices de umidade e temperatura.”Contou o museólogo Roberto Tibau (COREM 629-I, 2ª Região), acerca do ocorrido em um de seus trabalhos.

Principais clientes

MASP, FIESP, Ema Klabin etc.

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